Este Outono, o ácer rubrum (afinal, desculpem é um Liquidambar styraciflua ) brindou-nos com uma copa de cores intensas, em contraste com uma gama de verdes em fundo para que luz e calor inundassem os nossos sentidos, mesmo em dias cinzentos.



Poema de Outono
Outono vem em vulvas claridades…
Vamos os dois esp´rá-lo de mãos dadas:
Tu, desfolhando as rosas das estradas,
E eu, escutando o choro das saudades…
Outono vem em doces suavidades
E a acender fogueiras apagadas
Andam almas no céu, ajoelhadas
E a terra reza a prece das Trindades…
Coram no bosque os musgos e os fetos.
Vogam nos lagos pálidos e quietos,
Como gôndolas d’oiro, as borboletas.
Meu Amor! Meu Amor! Outono vem…
Beija os meus olhos roxos, beija-os bem!
Desfolha essas primeiras violetas!…
Florbela Espanca in Poesia: 1918-1930

Etiquetas: liquidiambar
Novembro 25, 2010 ás 9:23 pm |
Lindo o àcer, as cores e as fotos e a palavras!
Beijinhos
Susana
Dezembro 4, 2010 ás 9:28 pm |
Creio que é um liquidambar (Liquidambar styraciflua) e não um Acer Rubrum.
(A casa é fantástica, parabéns!)
Dezembro 5, 2010 ás 10:06 pm |
Obrigado João,
Agora que o refere, fica-me a dúvida, pois comprei ambos e plantei na mesma altura. Um secou, junto ao pinhal, a poente. Com o passar do tempo, deixei de pensar no seu nome, sei que a 3ª árvore sobrevivente dessa plantação é um ácer davidii, junto à àrvore em questão.
Talvez daí a minha confusão. Vou corrigir o meu erro, e investigar os meus registos.
Muito Obrigado por repor o nome a esta árvore magnífica.
Beijo com o aroma da terra.
tina