Ígor, o gato

Cada temporada na casa, garante quem nos visita e dela disfruta, nos deixa memórias únicas.

Ora importa referir, e quem me conhece sabe, que nunca fui de fazer grande amizade com bichos. Mas desta vez tivemos um convidado especial, belo, sereno e muito meigo. Este não era apenas um gato: era o Ígor.

Bom observador, começou por se assanhar com os sapos de Bordalo Pinheiro, que decoram pacificamente os muros do tanque e a que aos poucos se foi habituando.

Também ele não dispensou os passeios matinais, a descoberta de caminhos novos e dos aromas do jardim.

Deu notícias, há pouco tempo, que aqui me atrevo a deixar:

“Foram as melhores férias da minha vida: banhos de sol e preguiça, ervas gostosas e tenras à disposição, e o perfume das rosas de encantar, só  foi pena não serem comestíveis…

Aquelas pedras eram um bocado maçadoras… pulava para não ter que as sentir debaixo das patas, mas habituei-me a elas..

Aconselho todos os meus amigos gatos e os seus donos a visitarem a casa da eira.

Com muitas saudades daqueles dias de Agosto, mando uns miaus de carinho e marradinhas de afecto para a Tina, dona daquele recanto de paz.”

Aos seus donos aqui agradeço a gentileza das palavras e ao Igor o testemunho dos seus dias na Eira.  Muitas e arrojadas aventuras lhe desejo, que nos faça companhia muitas vezes e com o seu ronronar nos amacie as tardes quentes de verão ou as noites longas à lareira…

fotos: Tina e Raul Cunha

e Rita Bernarda

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2 Respostas to “Ígor, o gato”

  1. Rita da bernarda Says:

    Todos os dias e noites por alí deixam uma nostalgia no ar, uma saudade de tempos perdidos…
    Não me canso de lá voltar a cada por do sol ou luar, e recordar as memórias que as imagens me trazem.
    Cada recanto desta casa tem uma recordação de momentos que gosto de reter na memória… quem dera que nunca se perdessem! Os serões em familia, as noites de S. Martinho do avô… tenho saudades… imagens que me voltam a cada passeio que faço por lá, e não me canso de dizer…”Obrigado Tina, por manteres vivas estas memórias que talvez muitos já tenham esquecido!”

    • casadatina Says:

      Rita,

      As minhas vivências de hoje na casa constroem novas memórias sobre as antigas, enriquecem-me sem, no entanto, me deixar nostálgica ou saudosista. O ciclo da vida assim ordena que se cumpra, que eu repita rituais na casa quase sem me dar conta, tal como o ciclo da natureza se repete vezes intermináveis.
      Cada um de nós está a viver a sua vida e o presente é muito mais importante do que o passado.
      O que importa é a casa estar aqui. Para quando alguém precisar de voltar, de se lembrar, de se reencontrar. Porque esta casa, somos todos nós.
      Beijo,
      tina

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